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Dr. Antônio Calmon du Pin e Almeida

Fotografia do Dr. Antônio Calmon du Pin e Almeida – Fonte: Domínio Público


Antônio Calmon du Pin e Almeida, nasceu em Salvador no dia 2 de julho de 1871, filho de Antônio Calmon du Pin e Almeida e de Maria dos Prazeres de Góis Calmon. Seu pai pertenceu ao corpo de engenheiros navais da Marinha e encerrou a carreira como contra-almirante no início da República. Neto paterno de Bernardo Calmon du Pin e Almeida e Maria Francisca de Araújo Magalhães e neto materno de Francisco Marques de Araújo Gois e Inácia Constança da Cunha Menezes. Seu tio-avô Miguel Calmon du Pin e Almeida (1792-1865), o marquês de Abrantes, foi deputado geral e senador pela Bahia, diplomata, ministro da Fazenda e ministro dos Estrangeiros no Império. Seus irmãos também ocuparam posições de relevo na política estadual e nacional: Francisco Marques de Góis Calmon foi governador da Bahia (1924-1928) e Miguel Calmon du Pin e Almeida foi ministro da Viação (1906-1909) e da Agricultura (1922-1926), deputado e senador.

Segundo o jornal correio Paulistano de 13 de novembro de 1887, onde apresenta o nome Antônio Calmon du Pin e Almeida na Lista dos estudantes do 1º ano do Cursos de Ciências Jurídicas e Sociais em Recife, após ter sido aprovado nos exames preparatórios. Aos 20 anos, e conforme consta no Livro de Registro de diplomas de bacharéis 1881 – 1894, obteve o grau de bacharel pela Academia de Direito de Olinda no dia 17 de outubro de 1891.

Exerceu a profissão por muitos anos no foro baiano. Ao lado do irmão Francisco e de Tranquilino Leovigildo Torres, participou da fundação do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia. Compareceu a todas as reuniões preliminares, tendo sido um dos signatários da carta-convite dirigida aos intelectuais da época para que aderissem à criação da instituição. No dia 13 de maio de 1894, quando da instalação da nova entidade, foi designado seu secretário, enquanto Tranquilino Torres foi aclamado presidente. Respondeu pela secretaria do instituto de 1894 a 1896.

Iniciou a carreira política elegendo-se deputado federal pela Bahia na legislatura 1909-1911. Ao final do mandato deixou a Câmara dos Deputados, só retornando na legislatura 1915-1917. Voltou a ser eleito deputado federal em eleição suplementar em 24 de março de 1929, para a vaga surgida em virtude da renúncia do deputado Ubaldino Gonzaga.

Reconhecido na sessão de 15 de maio, tomou posse imediatamente, com mandato até 31 de dezembro daquele ano. Foi reeleito para a legislatura 1930-1932, mas não concluiu o mandato devido à dissolução da Câmara em 24 de outubro de 1930, em decorrência da vitória da Revolução de 1930.

Seu falecimento ocorreu de 11:30 do dia 27 de setembro de 1931, no quarto particular da Casa da Saúde Menando Silva, na capital Baiana, onde desde alguns meses, se achava internado. Seu corpo foi velado durante a noite na capela da Casa da Saúde Menando Silva.

Fontes Consultadas:

>> Biblioteca Nacional Digital Brasil - Correio Paulistano -  12 de novembro de 1887

>> Biblioteca Nacional Digital Brasil - Correio Paulistano -  13 de novembro de 1887

>> Biblioteca Nacional Digital Brasil -   O Jornal (RJ) - 29 de setembro de 1931

>> Biblioteca Nacional Digital Brasil -   Diario da Noite (RJ) - 28 de setembro de 1931

>> Biblioteca Nacional Digital Brasil -   Revista do Brasil (BA) - 1908

>> Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil - Primeira Republica - Calmon 

>> Lista geral dos bacharéis e doutores que tem obtido o respectivo grau na Faculdade de Direito do Recife, desde a sua fundação em Olinda, no ano de 1828, até o ano de 1931  

>> Livro de Registro de diplomas de Doutores 1881 - 1894 - Acervo do Arquivo da FDR   

Data da última modificação: 01/07/2021, 21:40